Níger

Os cristãos do Níger enfrentam  diariamente o desafio de dar bom testemunho e de resistir às pressões em um  país de maioria muçulmana
A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
O Cristianismo chegou ao Níger no século 7, quando cristãos berberes migraram para o sul depois de serem expulsos do norte da África pelo Islã emergente. Isolado de outros cristãos, a fé enfraqueceu-se gradualmente e cristianismo desapareceu do Níger até o século 20.
Os missionários protestantes foram os primeiros a chegar no Níger.  A Igreja no Níger é pequena e enfrenta uma enorme pressão do Islã, religião oficial do país. No entanto, os cristãos do país têm uma visão crescente de plantação de igrejas e evangelismo.
A perseguição
Constitucionalmente o Níger é um Estado laico e que respeita a liberdade religiosa, e apesar da maioria islâmica (O Níger é um país 98% islâmico), a religião é tida como algo a ser praticado na esfera privada e separada da política. Mas há um fator principal que gera a perseguição aos cristãos no país, que é o extremismo islâmico. Estima-se que haja no país, atualmente, entre 50 e 150 mil cristãos. A pressão na vida privada e do quotidiano da igreja é menor do que nas esferas da vida familiar e comunitária. Os pais e parentes podem opor-se à conversão de seus entes queridos ao cristianismo ainda que, o governo e as leis, não façam o mesmo. No entanto pode haver uma mudança nisso. Ao contrário da política laicista do país, no gabinete do presidente há uma frase “o Islã é a nossa religião”. Há indicações de que o governo mesmo funcionando no contexto de um Estado laico não mantenha distância suficiente de líderes islâmicos e vice-versa.
No Níger, há um grupo radical islâmico chamado Izala. Assim como os Izalas da Nigéria e do Benin, os Izalas do Níger rejeitam o Islã de procedência Sufi e outras práticas consideradas por eles, não islâmicas. Os Izalas são conhecidos por suas campanhas eficazes de base proselitista. A criação de um Conselho Nacional Islâmico (NIC), em 2003, recebeu um amplo apoio dos líderes sufis que viram isso como uma ferramenta para controlar os Izalas que estiveram envolvidos em uma série de incidentes violentos ao longo dos últimos anos. O principal perigo de movimentos, como o Izala, são os seus esforços para esmagar tudo aquilo que eles consideram "perdição para muçulmanos", isso inclui religiões minoritárias, como o cristianismo. Como a história recente tem evidenciado, a violência ainda faz parte do padrão de atuação do grupo.
O futuro da Igreja no Níger é preocupante. A dinâmica geral do país aponta um potencial crescimento da pressão e violência. Uma parte considerável do sul do país parece propensa às hostilidades islâmicas. O aumento do radicalismo islâmico no norte da Nigéria e do Mali também contribui para o agravamento da situação religiosa no Níger. Além disso, as igrejas não estão preparadas para uma maior pressão do extremismo Islâmico.
História e Política
Localizado na porção centro-oeste do continente africano, o Níger não possui saída para o mar, faz fronteira com a Líbia (ao norte), o Chade (a leste), a Nigéria (ao sul), Benin e Burkina Faso (a sudoeste), o Mali (a oeste) e a Argélia (a noroeste). Aproximadamente 65% de seu território é coberto pelo deserto do Saara, sendo o restante (35%) situado em zona semidesértica denominada Sahel. As poucas áreas cultiváveis estão sendo afetadas pelo rápido processo de desertificação. O nome Níger se origina do latim e significa Negro. A palavra passou a ser comumente usada pelos romanos em referência a Caio Pescênio Níger, que usurpou o título de imperador em 193 a.C.
Do século 5 ao 17 o território do Níger era divido entre diversos impérios como os Hausa ao sul, os Songhay a oeste, os Bornu a leste e os Tuaregs ao centro. O islâmismo foi introduzido na região em meados do século X e se tornou a religião das elites. No século 19, toda a população já estava islamizada, mantendo até hoje, porém, tradicionais crenças animistas. No século 17 começaram as expedições do colonialismo europeu, ingleses e franceses passaram a disputar o domínio sobre as terras do Níger.
Somente em 1922 o Níger foi declarado colônia da África Ocidental Francesa. O Níger conseguiu se livrar do jugo colonial francês em 1960, quando o primeiro ministro Hamani Diori, proclamou a independência do país e se tornou o seu primeiro presidente, este ficou no poder até 1974 quando sofreu um golpe de Estado. Seu substituto, o General Kountché estabeleceu uma ditadura e aboliu todos os partidos políticos ficando no poder até 1987, quando faleceu de uma hemorragia cerebral.
A década de 1990 foi muito conturbada para o Níger devido às tensões políticas entre os presidentes que estiveram à frente do país, os insatisfeitos militares e os rebeldes tuaregs que lutavam pela autonomia política das regiões por eles habitadas. Atualmente o Níger é uma República com liberdade política e eleições presidenciais a cada 4 anos.
População
O Níger tem uma população muito diversificada, com diversas etnias ocupando seu território. A maior etnia é a dos Hausa representando 55% da população do país, são em sua maioria agricultores. Outros grupos que compõem o país são: os Songhay, os Tuaregs, etc. Entre todos esses grupos há pastores nômades que criam gado, ovelhas e cabras. O artesanato é também uma característica notável nas comunidades rurais do país. Ao visitar o Níger é possível encontrar esculturas e desenhos em tigelas, cerâmicas, instrumentos musicais feitos de couro, etc. A expectativa de vida no país é de 53 anos, há um alto índice de mortalidade infantil em torno de 89% e apenas 29% da população é alfabetizada.
Economia
O Níger é uma nação cuja economia gira em torno das culturas de subsistência, criação de animais, e alguns dos reservatórios mais importantes do mundo em urânio. A agricultura contribui com cerca de 40% do PIB e proporciona sustento para cerca de 80% da população. O Níger tem também reservas consideráveis de petróleo e produção de petróleo, o refino e as exportações deverão crescer significativamente até  2016. Secas, desertificação, e o forte crescimento da população têm minado a economia. O Níger compartilha uma moeda comum, o franco CFA, e um banco central comum, o Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO), com sete outros membros da União Monetária do Oeste Africano. 

Bandeira
Niger
Região
África Ocidental
Líder
Issoufou Mahamadou
População
16,8 milhões
Cristãos
1%
Religião
Islamismo 98%, outras 1%
Governo
Republica











Fonte Portas Abertas
Última atualização: 13/01/2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário