Mali


Apesar de ter baixado de 33º para 40º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa, o Mali ainda enfrenta o ponto mais alto da invasão islâmica e tem de dar conta da perseguição constante sobre os cristãos no país. Após a intervenção militar francesa em 2013, a ameaça muçulmana foi contida, pelo menos temporariamente, mas no norte do país ainda não existe uma vida de liberdade, sem perseguição, para a Igreja. A presença e a infraestrutura do cristianismo foram, em grande parte, destruídas e vários cristãos fugiram e ainda não confiam na estabilidade do país para voltar.
Uma das principais fontes da perseguição ao cristão no Mali é o extremismo islâmico, principalmente ao norte do país.
O Mali sempre foi um Estado africano típico com maioria muçulmana moderada. Apesar disso, constitucionalmente é permitido o registro de partidos políticos religiosos. A religião é entendida como uma prática privada e fica à margem da política.  Os cristãos sempre tiveram espaço na sociedade do Mali, incluindo missionários cristãos estrangeiros, que nunca foram barrados de entrar e se estabelecer no país.
No entanto, ao norte, a situação tem sido mais difícil do que no sul. A situação dos cristãos convertidos do islamismo sempre foi mais desafiadora do que para os outros cristãos, mas a pressão e a violência contra eles tem se intensificado nos últimos anos.
A situação mudou com o anúncio da criação do Estado independente de Azawad no norte do Mali (abril de 2012). Os islamitas, a maioria salafista (grupo muçulmano radical, que seguem a doutrina sunita) logo estabeleceu um estado islâmico baseado na lei Sharia naquela região. A maioria dos cristãos fugiu e os muçulmanos assumiram o poder político e religioso ao norte. Nesse meio tempo, eles destruíram igrejas e outros edifícios cristãos. Uma vez que a luta começou em março de 2012, dezenas, se não centenas de milhares, de malianos fugiram do Norte para o Sul ou países vizinhos, incluindo um pequeno grupo de cristãos.

A Violência contra os cristãos
Os níveis de violência contra os cristãos não são tão elevados como antes. No ano passado não foi notificada nenhuma destruição de igrejas ou casas em que os cristãos se reuniam. Efetivamente todas as igrejas cristãs e edifícios no norte do país já foram parcial ou totalmente destruídos ou saqueados em 2012 e 2013 por militantes islâmicos radicais.  No âmbito particular a violência contra muçulmanos que se converteram ao cristianismo são perseguidos por membros da família, parentes e amigos, e outros membros da comunidade. Há relatos de agressões físicas, psicológicas e, por vezes, até estupros.


Bandeira: Mali
Região: África Ocidental
Líder: Ibrahim Boubacar Keita
População: 16,45 milhões
Cristãos: *
Religião: Islamismo 94,8%; Outras 2,8%
Governo: República

Última atualização em 7/1/2015
Fonte Portas Abertas

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