sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ESTUDO - O LIVRO DE ISAÍAS ( PARTE FINAL )


O servo do Senhor

A descrição do Servo do Senhor apresentada no “Livro da Consolação” (capítulos 40-66) é especialmente interessante. Á luz do Novo Testamento fica bem claro que, através de Jesus Cristo, as profecias acerca do Servo do Senhor tiveram o seu cumprimento. Jesus reúne duas grandes figuras dele próprio apresentado no Antigo Testamento ao falar em Marcos 10.45 que “O Filho do homem (mencionado no livro de Daniel) não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Também os apóstolos fazem freqüentes alusões a esse Servo do Senhor, que sofreu por nós.


Método


Isaías não era nenhum exilado, antes vivendo à arte dos homens comuns, vivia na capital, ali na vida nacional exerceu o seu ministério.
 Quase todos os seus discursos eram dirigidos ao povo de Jerusalém, ou a pessoas ali residente, sua própria família fazia parte de sua mensagem.
 Sua mulher era profetisa (Is 8:3) e dois dos seus filhos como os de Oséias tinha nomes significativos.

Sear-Jasube: “um restante voltará” (Is 7:3), não voltar do cativeiro mas se volta a Jeová, o outro é Maer-Salal-Hás- Baz: “Apressando-se ao despojo, apressurou-se à presa'' (Is 8.1) que representa a queda de Samaria e Damasco.

Assim, Isaías podia dizer, nos dias mais tenebrosos, “Eis que eu e os filhos que Jeová me tem ado somos para sinais e portentos3 em Israel da parte arte do Senhor dos exércitos, que habita no monte de ião” (Is 8.18).
 Isaías reuniu ao redor de si muitos discípulos que tinham suas palavras na memória e guardaram as profecias num livro selado para a multidão descrente. ( Is 8:16;29:11)
 Uma vez vemos escrevendo numa tábua um aviso enigmático para aqueles que vão andando para chamar sua atenção ( Is 8:1; 30:8, em outra vez vemos atravessando as ruas de Jerusalém nu e descalço um quadro vivo da situação do Egito e Etiópia levados vitorioso pelo rei Sargão. ( Is 20:2-3)

Ele ocupou uma autoridade singular em Jerusalém, era destemido e critico do covarde Acaz, mas o conselheiro do bem-intencionado Ezequias, quando precisava de uma testemunha durante seu serviço profético ele chamava a principal autoridade eclesiástica da cidade (Is 8:2)

 A variedade das suas atividades era notável, era um reformador social e religioso, um pregador de justiça e piedade mas um estadista precavido.
 Ele observava os movimentos políticos do dia-a-dia nacionais e estrangeiros embora vivendo no meio do seu povo e interessado com o bem estar deles olhava os povos em redor marcava seus movimento e predisse o seus destinos.
 Olhou para um Israel purificado pelo fogo e o juízo, havida de realizar seu reconhecimento espiritual e realizar sua vocação espiritual e iluminar as nações do mundo.

Vocação


A chave para entender o ministério profético de Isaías está na sua chamada profética para o seu serviço, no capitulo seis Isaías viu a glória de Deus em uma visão e o reconhecimento da sua impureza como de todo o povo, então recebeu a purificação divina e ouvindo que Deus precisava de um mensageiro se sentiu encorajado para essa tarefa.
 Essa visão deu característica para o ministério de Isaías a santidade a glória de Deus e sua majestade são presentes no seu ministério.
 Fica evidente que essa é a primeira chamada profética de Isaías, como muitos pensam ser uma segunda chamada, a resposta mais provável é que originalmente prefixada uma coleção de profecias do reinado de Acaz separadamente e redita nessa posição quando várias composições foram reunidas.

Teologia

Isaías é o mais notável de todos os profetas.
 Parece quase impossível escolher quaisquer elementos distintos do seus ensinos. Mas ele teve suas características distintas.
 Cada profeta é teólogo, Isaías era um teólogo proeminente, a visão que recebeu sobre sua vocação foi uma revelação da glória de Jeová exigindo supremos atributos de majestade e santidade. Uma profunda impressão desses atributos dominava seu espirito e isso fica claro nos seus ensinos a sua inspiração é a sua ideia predominante do seu ensino, várias vezes se refere a Jeová como o “Santo de Israel”.

O livro da Consolação


Até o fim do capitulo 39 o nome de Isaías aparece 16 vezes, do 40 ao 66 nenhuma só vez, esse fato é suficiente para desfazer a ideia de que seja de algum impostor, fingindo ser o grande profeta, pois teria mencionado o nome de Isaías ao menos de uma vez.
 O livro parece ser dividido em três partes pela repetição das palavras: “Para os ímpios não há paz diz o Senhor Jeová”, no final dos capítulos 48 e 57.
 Fala sobre o servo de Jeová tema desenvolvido nesse tema; o primeiro servo é Israel (Isaías 41:8-16), mais pra frente o titulo é aplicado ao Messias (Isaías 42:1-7).
 Depois vemos a cegueira e surdez do servo Israel (Isaías 42:18), e a sua reabilitação (Isaías 43.8;44.1;48.6).
 Israel é o povo que Ele tem escolhido para cumprir seus próprios propósitos para o mundo, apesar de seu fracasso continua sendo Servo de Jeová, mas apesar desse fracasso e da humilhação de Israel o verdadeiro servo de Jeová está oculto na nação.
 No começo da segunda divisão da profecia Ele fala, descrevendo a sua vocação e obra, sua aparente falha atual e seu êxito: “Ouvi-me, ilhas, e escutai povos de longe, Jeová chamou-me desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome, fez a minha boca como espada aguda, na sombra da sua mão me escondeu” (Isaías 49.1-2).

 A primeira vista, pode-se supor que o profeta mesmo é quem fala. Mas não é assim. O Servo de Jeová ainda está identificado com Israel (v.3). Pois o primeiro serviço do Servo é para com Israel mesmo: “Para suscitar as tribos de Jacó e restaurar os que de Israel têm sido preservados” (v. 6).

Assim, o Servo é ao mesmo tempo identificado com Israel e distinto dele. No capítulo 50 o Servo fala, descrevendo a sua vocação divina, sua experiência de oposição e perseguição, e sua certeza de triunfo de força divina (Isaías 50.4-9). Assim, somos levados para esse trecho sagrado em que culmina o ensino do profeta concernente ao Servo de Jeová. Presume-se ter acontecido à volta da Babilônia (Isaías 52.7-12). Então, mais uma vez o discurso profético volta para o Servo; mas quando ele mesmo falava agora é Jeová que descreve o resultado da sua obra. Seus sucesso e exaltação estará de acordo com sua humilhação despertando a admiração de reis e de nações que ficam com medo (Isaías 52:13-15). O profeta lamenta a incredulidade dos compatriotas como outros profetas.
 O retrato do Servo de Jeová, sofredor e triunfante é impossível adivinharmos mas foi proposto pelo Espirito apontar para Cristo. Somente em Cristo recebe a sua completa explicação.
 Nessa Crise de Israel os que tinham ouvidos para ouvir tinha que ser ensinados sobre a vocação da sua nação, qual o proposito de ter sido criada e preservada maravilhosamente. Precisava saber que embora o fracasso de Israel o proposito divino havia de ser rigorosamente consumado, mais do que se podia esperar já se cumpriu e nesse cumprimento está a garantia para nós de que os propósitos de Deus caminham para uma consumação e maior mais gloriosa do que podemos imaginar.


Fonte: ( Livro os Profetas Maiores Edição 2012)
IBADEP - Instituto Bíblico da Assembleia de Deus - Ensino e Pesquisa.


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/Alef da Silva

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