quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O Verdadeiro Tesouro






Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. (Apocalipse 3:17)

Muitos estudiosos das escrituras afirmam ser a igreja de Laodicéia a igreja moderna e contemporânea e em parte eu creio que assim seja, pois essa é a dura realidade de nós cristãos brasileiros e parte da América que não queremos encarar e abrir nossos olhos. 

Somos uma geração privilegiada mas ao mesmo tempo seca e vazia, temos a liberdade mas somos por presos em nossos deleites e pecados, enquanto muitos que não possuem nada mas tem tudo, estão presos mas são livres e essa liberdade ninguém pode tirar.

Temos muitas atividades acerca de missões em nosso país e em um desses encontros observada como muitos irmãos se expressavam acerca dos nossos irmãos que sofrem a uma perseguição severa, que está longe dos nossos olhos pois não enfrentamos as mesmas em nossa nação, e a cada expressão de opinião mais me angustiava acerca disso, pois com isso pude compreender que somos uma igreja rica mas ao mesmo tempo pobre, como Cristo disse desgraçado, miserável, pobre, cego e nu e essa é nossa realidade comparada com nossos irmãos que sofrem perseguições, vocês encontraram o Grande Tesouro, que mesmo em meio a perseguição, permanecem firmes, mesmo na morte são fiéis. 

Meus irmãos vocês são o exemplo dos verdadeiros cristãos, por isso não desfaleçam ainda que tudo ao redor pereça, talvez vocês sonhem com a liberdade que nós temos, e queriam estar em nossos lugares, mas as vossas coragem de seguir a Cristo o verdadeiro Cristo de forma piamente nos mostra que vocês são mais felizes que nós, pois pensamos ser algo e temos uma esperança que passa com nossas pequenas dificuldades, mas vocês tem a Pedra de Grande valor, o Tesouro Escondido, e isso ninguém pode roubar de vós.  

Que o Senhor Jesus continue fortalecendo os irmãos, e que ajude a nós cristãos brasileiros e de parte da América a despertarmos para a realidade que é servi a Cristo piamente. 

/Alef da Silva

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A Causa de Cristo





Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. (Filipenses 3:7)

Essas palavras o apóstolo Paulo ditas através do Espirito Santo, me tem feito refletir sobre o que para mim é ganho, temos andando segundo o curso deste mundo e Cristo tem sido esquecido do nosso meio, a verdade do evangelho não tem sido mais a prioridade em nossas vidas, Cristo tem deixado o centro em nossos corações e com isso o amor tem esfriado e a essência do evangelho tem sido deixada. 

Me questiono se isso é o sinais do fim, apostasia que ocorrerá nos últimos dias, mas vejo que temos amado mais ao mundo que a Cristo, as vontades terrenas que as espirituais, o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo, se tornou apenas um versículo que lemos mas não vivemos, essa é a nossa dura realidade. 

Servi a Cristo por amor e não por interesse, viver o evangelho não de qualquer maneira, mas como nos ensina as escrituras, se realmente existe amor em nossos corações pela causa de Cristo, temos que servi-lo com fervor e não desfalecer jamais, antes ser firmes em nossa convicção e fé, mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. (
Filipenses 3:20,21)

Que o Espirito Santo que ainda opera em nosso meio, não se aperte de nós e que a causa de Cristo venha arde em nossos corações, seja você jovem ou adulto, creia apenas e renuncie a si mesmo e siga ao Salvador. 

E que tudo o que amamos seja deixado de lado e que somente Cristo seja importante em nossas vidas. 

/Alef da Silva

terça-feira, 6 de junho de 2017

Atendendo Por Nós Mesmos (Parte 3)





Não desmintam com a vida aquilo que dizem com a língua, pois este é o maior empecilho para o sucesso verdadeiro do seu trabalho. É grande impedimento à obra quando homens, durante a semana inteira e em privado, contradizem aquilo que pregamos publicamente da Palavra de Deus, pois não estamos ali para expor e conter sua loucura. Entretanto, maior impedimento há quando seus atos e atitudes contradizem sua língua. Se os senhores edificam com a boca durante uma hora ou duas horas em um ou dois dias, veja que não destruam tudo com as próprias mãos durante o restante da semana. Tal atitude incoerente faz que as pessoas percebam a Palavra de Deus como sendo apenas uma lenda inócua, faz da pregação nada mais que uma arenga sem sentido. Quem diz o que quer certamente fará o que diz. Uma palavra orgulhosa, altiva, contenciosa ou um ato cobiçoso corta o tronco de muito sermão e estraga os frutos de toda uma colheita.
Pergunto, pois, se, no temor de Deus, é importante ou não o verdadeiro sucesso do seu trabalho? Os senhores desejam ver a alma do seu ouvinte transformada? Caso
contrário, por que pregar? Para que estudar? Como poderão chamar a si mesmos de ministros de Cristo? Mas, se o estado da alma de seus ouvintes for mesmo  importante, certamente os senhores não desejarão estragar a obra em troca de nada.
Consideram o sucesso da obra, mas não estão dispostos a abrir mão de um pouco
para os pobres? Não suportam a injúria, a palavra mal-usada? Não se humilham
diante do mais fraco nem abrem mão de sua posição senhoril para ganhar uma
alma e cumprir sua missão? Os senhores não estão dispostos a ceder? Valorizam
tão pouco o sucesso verdadeiro que o vendem a preço de sucesso pessoal? A incoerência entre vida e pregação é um erro tangível na experiência de muitos
pastores. Estudam para pregar com exatidão, mas não estudam para viver com
retidão. A semana toda é pouca para estudar como falar por uma ou duas horas;
no entanto, uma hora parece muita coisa para estudar sobre como viver durante
a semana. Não querem usar uma palavra errada no sermão ou ser culpados de
algum erro de referência (o que é louvável, dado o peso e a santidade da questão),
mas não pensam sobre as afeições desordenadas e sobre as palavras e atos errados
no decurso da vida. Alguns homens pregam com esmero e vivem com displicência.
Mostram-se tão acurados no preparo do sermão, que fazem parecer uma virtude o pregar pouco a fim de melhor polir a linguagem de seus raros sermões, citando escritores eloquentes para adornar seu estilo (para os quais o principal ornamento é o louvor de si mesmo). São exigentes quanto aos sermões que ouvem e não lhes agrada quando alguém fala com sinceridade; antes, preferem o tédio e o abafamento dos afetos, suprimindo o coração em função de uma mente apenas
brilhante. Entretanto, quanto às questões do dia-a-dia, uma vez fora da igreja, tais
homens não têm cuidado com o que dizem. Pregam com precisão e vivem na imprecisão.
Que diferença há entre sua pregação e seu discurso diário! No sermão, não têm paciência com nenhum barbarismo, solecismo ou paralogismo38, mas toleram todo tipo de erro na vida e na conversa comum.
Certamente temos de tomar cuidado tanto com o que fazemos quanto com o
que dizemos. Se quisermos ser servos de Cristo, não o podemos ser apenas com os lábios, mas com obras: "não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante,  esse será bem-aventurado no que realizar" (Tg 1.25b). Assim como nossos ouvintes, nós também temos de ser "praticantes da palavra e não somente ouvintes" (Tg 1.22), a menos que estejamos enganando a nós mesmos. Temos de pregar doutrina e prática, ou melhor, a praticidade da doutrina. Temos de estudar tanto como viver bem quanto como pregar bem. Temos de pensar e repensar sobre como compor a vida de maneira a tratar da salvação dos homens não apenas nos sermões. Geralmente, quando se preparam para falar às suas congregações, os senhores se perguntam: "O que direi para alcançar as pessoas?". Se realmente se importam com suas almas, deveriam perguntar também: "Como viverei, como disporei minha vida de maneira coerente com o que prego, a fim de ser diligente na salvação das almas?". Irmãos, se a salvação das almas for realmente a sua missão para a glória de Deus, certamente desejarão realizá-la tanto no púlpito quanto fora dele. Empregarão todos os esforços para alcançar o alvo de Cristo. Indagarão a si mesmos tanto em relação ao dinheiro do bolso quanto em relação às palavras da boca: "Como entregarei tudo isso para o maior bem, em especial pelas almas dos homens?". Ah! Se este fosse o seu esforço diário - como usar para a glória de Deus as riquezas, as amizades e tudo mais que possuem, da mesma maneira como desejam empregar a língua - então veríamos o fruto do trabalho como nunca vimos. Entretanto, se os senhores apenas almejam o ministério do púlpito, não serão ministros exceto quando estiverem pregando.
Nesse caso, não serão dignos do respeito devido aos ministros de Cristo.

Richard Baxter
/Alef da Silva